Escrevo não como um profundo conhecedor de obras literárias ou como um grande roterista americano. Escrevo como um ninguém, um alguém muito maior e menor do que todos. Escrevo porque escrever me fez ver que é preciso enxergar esperanças nas mãos calejadas e me fez perceber que certas chagas o tempo é incapaz de fechar. São sentimentos machucados como braços gangrenados, pés estraçalhados que não se curam fácil. A escrita é uma revolução de sentimentos, maravilhosos e odiosos. Escrevo porque tenho nas mãos um futuro a zelar, seja ele qual for. Escrevo para enxergar luz em escuridão, riso em solidão e verdade entre os mentirosos. Escrevo, com toda a complexidade que essa arte implica, entre as concepções que tenho do mundo e as opiniões que esse mesmo mundo faz de mim. Escrevo para pensar o que penso sobre mim mesmo.
Esse é o meu primeiro post neste blog.
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