sexta-feira, 21 de outubro de 2011



terça-feira, 16 de junho de 2009

Os carros se movimentam nas ruas,
o som de seus motores avançam para dentro dos meus ouvidos
E este se debate contra o silêncio que há la dentro
mostra a puta violência, a forçação e o estupro que a vida se tornou!
E é assim que se cria uma turbulencia insuportavelmente assustadora,
indescritivelmente atordoante, onde os passaros cantam baixo e a estrada é asfaltada demais.
Entre cidade e pecado, o corpo clama por água fresca e companhia, a alma sofre com tristeza e desvalia
A vida é um dilema de direções semelhantes num único mundo estranho.
No fim, vejo que tudo não passa de uma escolha que já está falida, num jogar de dados tendencioso, estou fadado a jogar um dado e encontrar em qualquer uma das seis faces, a palavra realidade.
Me enxergo insano, deitado numa cama, desesperado, pensando em uma nova forma de fugir e só após muito rolar na cama, encontro um meio de sair da estrada, a solução é o sono profundo
Quão mais distante estou da realidade, mais o meu coração desacelera e comemora em silêncio e calmaria. Meus sonhos estão aqui comigo, estou bem acompanhado, talvez eu não queira mais voltar.
O céu está caindo e eu começo a sentir a paz.
Tenho merecido descanso por um certo tempo. Mas então uma nova onda de sons invade o meu silencioso jardim
Agora, eu estou caindo num baque surdo e estou envolvido por vozes
Quando o som toca, desconfio que esse mundo de paz é uma mentira.
E é. Eu acabei de olhar no relógio, é hora de acordar, são 6 da manhã.
É como se eu tivesse jogado o dado e novamente eu tivesse pego a face tendensiosa da realidade, mais uma vez.

quinta-feira, 7 de maio de 2009




A maior conquista que o ser humano é ter uma mão para a sua segurar. A vida é como um imenso piano que não dá pra tocar sozinho, o som só ecoa com toques multiplos, de muitos lados, só com outras mãos é possivel fazer barulho de verdade. Vejam as guerras, vejam os grandes lideres, vejam os astros, vejam quantas mãos estão envolvidas teclando e movendo-se a todo momento, vejam vocês mesmos. A maior conquista do homem está nas mãos que o salvam da queda ou que o guiam no meio baile, que colocam a aliança durante o casório e celam amor eterno. Na mão que recebe a fitinha no bercário, está assegurado que se tem uma mãe. È a mao que o protege do frio do inverno e é a mão de Deus que pousa em nossas cabeças em momento da oração, orquestrando nossas ações. São as mãos que colhem flores na primaveira em meio aos campos, são as mãos que produzem os versos mais simples repletos de emoção. Então, são as mãos que puxam para o abraço apertado, que tocam o coração pedindo conserto, que tocam a mente em busca do acerto. Elas clamam pelas palavras, empunham canetas, assinando cartas, petições, declarações, acordos, rompimentos, telas em grandes e pequenas galerias....o poder das mãos é tão forte que existe até em quem nem mãos para levantar tem. Num aperto de mãos, somos um, numa só direção.
A mão é a essecialmente especial quando aperta a outra na hora da morte e também na hora de acenar para um adeus. Mas nem por isso as mãos são todas iguais. A mão que manipula o amor e faz transformar numeros em sorte na loteria é uma, a mão que afortunadamente faz com um cafuné tudo ficar bem é outra. De tantas mãos que se misturam, o fato é que sem mãos somos todos invariavelmente cegos.

sábado, 11 de abril de 2009



Eu penso agora como será acordar amanhã. Basta deitar na cama e esperar o sono me dominar e simplesmente para um novo dia da cama levantar? E se amanhã o reverso não rimar com o verso, eu estarei de pé? Será que ao clarear do dia, percorrerei mesmo o caminho de todos os dias, ouvirei o mesmo compasso surdo da música que ressoa em minha mente? Pensar em coisas como essas é como pensar em andar por um campo de batalhas sem armas e sem armaduras, de peito aberto, mente insana e despreparada. Bombardeado por criticas e afins...perseguido por horários, despesas e rotinas chatinhas assim...estou a procura de uma caverna onde eu possa me esconder e conversar com as paredes, retornando para longe da chuva, pra longe do anoitecer. Estranho jeito de viver, estranho jeito de lutar. Tempos eternos como esses são dificeis de encarar, desligo as luzes do quarto, deito no colchão e quando o tempo passa e vejo que mundo não parou, está decretado que a guerra ainda não acabou. Lutando lentamente contra a passagem do tempo, vejo que chove um pouco a cada dia que passa, as botas estão enxargada e mover as pernas fica cada vez mais dificil.
Não há um lugar onde repousar. Tentar mudar já não faz parte dos meus planos, talvez quem sabe ainda dos meus sonhos. Mas quando começo a mergulhar no sonho, uma nova manhã sempre vem e a contagem louca acompanha o tão louco passar do tempo: Menos um dia...o tempo está acabando pra mim. Á noite, costumo sonhar com velhos amigos numa conversa informal, sentados a mesa, falando bobagens tão gostosas de compartilhar que eu posso jurar que enquanto durmo, estou sorrindo, mas de que adianta dormir sorrindo se na cama deito chorando?

sexta-feira, 6 de março de 2009






Vôo livre

Sejamos livres
Vamos abrir as nossas asas
Para voarmos como pássaros pelos campos a perder de vista
Assim, só assim, seremos plenamente felizes neste refugio

Primeiro, respire.
E veja que aqui podemos inspirar a liberdade
Depois, veja
por meio desse ruído primoroso de água descendo pelo riacho
e pelo o barulho das folhas em encontro com o vento que estamos íntimos da natureza
Entenda, por fim,
Que è estranho, mas fascinante, sentir que rapidamente o seu corpo vai mudando
e a sua alma aos poucos do frágil corpo está se libertando

Vamos correr, saltar, cair e levantar entre as árvores esguias
Sejamos a luz desse lugar onde podemos aproveitar a divina tranqüilidade
Numa tarde primaveril de plena serenidade
Vamos abrir os olhos e admirar tudo que a natureza pode nos dar

Nos mais belos rios de águas claras, vamos nadar
E juntos louvaremos a natureza em seus maiores encantos
Observando cada estrela no céu brilhar
Sentindo o ar puro e saudável exalar das flores
Sem nunca deixar a ternura desse momento se acabar

Ah, não vamos embora agora!
Os pingos de chuva sobre as faces estão pousando
Junto aos pássaros sigo cantando a mais esplendida canção
Voando sem medo, esquecendo os sentidos
Fazendo um último voo livre para o infinito
Para onde nós sejamos o rio, sejamos o céu, sejamos o mar,
Que sempre esperam por uma noite de céu estrelado

No fim, sobre as faces vão pousando lembranças
e o coral de pássaros segue a alma reavivando
Com seu canto de harmonia, força e poder...um espírito baila fora do corpo
saltando para fora das janelas e voando sem absolutamente nada temer

Quem sabe liberdade seja flutuar sobre as nuvens alvas
ou um brilho sereno da lua.
Quem sabe liberdade seja um rio, aliás um céu, quem sabe o mar...
Ou quem sabe um "simples" reflexo de um vão momento de felicidade.


===============================

Ficou apenas uma lição
A ser aprendida em Um ultimo capitulo do passeio pelos campos
Durante a madrugada canto uma triste canção
suspiro e sou levado a uma nova dimensão

Ah, essa saudade é pior que solidão...

Em meio ao silêncio das flores que insistem em não florescer
Ouço apenas um eco da minha própria voz falando do passado

Um dia eu quis alguém pra conversar
E hoje espero calmamnete o meu pranto silenciar
Tudo que eu queria era não mais refletir
Pra não mais tentar em palavras traduzir
as lagrimas que me transformam numa boba criança

Acredito que depois disso,
Não há mais gestos dos quais eu possa dispor
Restou apenas a longa estrada da noite
Onde o tempo passa e as embarcações não voltam ao cais
Onde o silêncio da espera é a a esperança comrrompida
Enfim, céus, por favor, tragam uma tempestade e exploda toda essa emoção
e entregarei a você minha carne e também o pulsar desse fraco coração

=======================================

Pra viver uma grande amizade
É preciso confiar
E juntos agir e pensar
É preciso ser verdadeiro
Como um fiel escudeiro

Não é necessário brigar
E sim boas emoções compartilhar

O valor de uma amizade
Está na convivência
E na certeza de que tudo não é apenas aparência
E sim um sentimento que cresce a cada segundo

Um coração congela de medo
Só de pensar em perder uma amizade tão cedo
A amizade é presente e futuro
Um sentimento puro
Como a esperança de uma luz que se acende num quarto escuro



Meus olhos vagaram soltos pelos cômodos, procurava por recordações que não encontraria tão fácil. Muitas delas estavam guardadas tão secretamente que era difícil até saber por onde começar a procurar...
Vasculhei velhas cartas, caixas lacradas pelo tempo, antigas fotografias e até mesmo um aroma que me fosse familiar.
Estava difícil descobrir o motivo daquela ausência de recordações tocantes até que meus olhos encontraram uma caixinha de bailarina. O mundo parou naquele exato instante, lembranças jorraram como fonte de água cristalina e então instaneamente chorei... Trêmula, dirigi-me até a pequenina caixinha e com os dedos ainda vacilantes dei corda naquela caixinha tão delicada! E antes mesmo da música tocar, minha mente lembrou-se da primeira nota! Percebi então que sentia falta de algo que já nem lembrava mais... De um rosto que já não tocava mais a minha mente. Eu havia esquecido o meu primeiro presente de um menino... Como eu esqueci o rosto de Jorginho? Ah... Amamos-nos tão intensamente... Secretamente trocamos tantas cartinhas quando jovens... Vivíamos um amor intenso, ingênuo, é verdade, mas nunca, nunca banal. Realmente, aquela caixinha era especial...
Foi o presente mais doce que Jorginho poderia ter dado a alguém!Éramos especiais, vivíamos tudo como se o amanhã não fosse chegar! Cada toque, cada palavra era tão cuidadosamente ensaiada que ás vezes nos fazia rir. Ficávamos cabulados pelo simples toque de nossas mãos...
Arrepiei só de lembrar... Realmente, algo peculiar para se encontrar assim... Acho que um esboço do rosto do Jorginho estava começando a se formar na minha mente... E quando eu estava entretida em meus pensamentos, alguém entrou no quarto, sorrateiramente... De sobressalto, levantei. Era meu esposo! Ah! E o rosto de Jorginho voou solto pelo ar! O susto quase me fez esquecer! Mas com o esforço das minhas lembranças eu vi... Vi o rosto de Jorginho! E sorri! Não me importei com as indagações daquele homem diante de mim que agora me parecia tão estranho, ele gesticulava, cutucava, mas eu... Eu estava num outro plano, era eu e o Jorginho, num outro mundo, sem crises conjugais, ciúmes, tapas no rosto ou qualquer trauma. No meu devaneio, nos beijamos docemente, sem frieza, apenas com amor. Porém, a realidade bateu a minha porta e voltei a ver o semblante enfurecido do meu marido... Olhando pra mim como se eu fosse uma criminosa!
Foi o que me bastou pra eu dizer chega!Durante tantos anos eu havia me esquecido de que já havia sido amada, valorizada. De que já me trataram como mulher!Sim. Eu era uma mulher!Uma mulher forte e deixei que a vida mudasse meu jeito decidido de ser! Foi aí que percebi que ausência era essa que sentia e não sabia explicar!Eu sentia falta de cumplicidade, afinação com alguém. Sentia verdadeiramente falta de dialogar abertamente sem amarras, sem temores. Levantei da cama e desferi um tapa, não na face, mas na cara daquele safado que me fizera sofrer por tanto tempo. Bati a porta com toda a força do mundo e desci as escadas, decidida a reencontrar-me! Procurar a mim mesma no canto do passado onde fui esquecida! Onde eu mesma me deixei. E quando encontrasse, eu traria cor novamente aos meus dias que, até então, haviam sido negros, sem vida. Mas a caixinha abriria as cortinas do futuro e assim novos horizontes se abririam pra mim. Acreditava e acredito nisso enquanto conto essa história. Hoje, faz dois anos que eu renasci. Renasci para o mundo e principalmente renasci para o amor!Sim. Hoje posso dizer que sei o que significa o amor! Posso soletrar cada letra sem sentir dor ou dúvida!E Jorginho? Ah Jorginho...foi tão importante te reencontrar...No fundo, eu sabia que o tempo não poderia apagar um sentimento tão forte.
Estava tão escuro e frio naquela noite que se os ossos tremiam e me deixavam sem reação. Pela hora, já não passavam carros por dentro do túnel, eu estava sozinho, eu era apenas um mendigo sozinho no esmo. Durante o dia, eram os carros que passavam com velocidades incrivelmente altas e me deixavam confuso com tantos zum zum zuns. A noite, era a volta das sombras que me fazia sentir falta dos carros, estranho esse ciclo né?
Escuridão e Frio. Nesse lugar o corpo dói e tudo provoca calafrios. Caminho pelo asfalto em busca de um lugar iluminado que por mais que procure sou incapaz de chegar. O chão é acinzentado. Não ouço nem mesmo a voz dos guardas vigiando esse lugar. A insônia afoga os meus sonhos. O meu coração está descompassado, batendo ao ritmo próprio desse lugar. Tum.....tum..........tum. Ando um pouco mais, tentando mais uma vez chegar até a luz. Como uma estrela no céu eu avisto a centelha distante. Piso numa flor, me abaixo para pegá-la, mas os postes se apagaram...Escuridão e Frio, de novo. No fim das contas, parecia não haver cura para a doença do silêncio solitário que eu contrai vivendo pelos túneis da cidade. Agarrei-me as canções de clamor a Deus que minha avó me ensinou quando criança para quem sabe assim sentir a minha fé de volta. A noite pairava cada vez mais ameaçadora...A canção que eu cantava já parecia ecoar dentro de mim... minha voz já não saía mais, enquanto o tempo passava, eu perguntava aos céus se haveria redenção para os imundos miseráveis que dormiam em baixo de pontes, dentro de túneis, perdidos em si mesmos. Silêncio e gotas de chuva como resposta. Foi quando um um farol brilhante iluminou a noite. Assustado, me afastei, corri para fora do túnel, mas o meu algoz foi infitamente mais rápido e me alcançou, caí no chão e senti meu corpo impedido de fugir, e então, na chuva, ele me deu água para beber, a saliva quase gotejando da minha boca me impediu de recusar...Mais perto de mim, quase como uma flecha acertando um alvo, bem perto de mim, ele chegou e disse enfim:
- Bem-vindo a casa que você me concedeu, agora que você saiu do túnel, é hora de eeu me apresentar: Fernando, eu sou o filho de Deus.