sábado, 11 de abril de 2009



Eu penso agora como será acordar amanhã. Basta deitar na cama e esperar o sono me dominar e simplesmente para um novo dia da cama levantar? E se amanhã o reverso não rimar com o verso, eu estarei de pé? Será que ao clarear do dia, percorrerei mesmo o caminho de todos os dias, ouvirei o mesmo compasso surdo da música que ressoa em minha mente? Pensar em coisas como essas é como pensar em andar por um campo de batalhas sem armas e sem armaduras, de peito aberto, mente insana e despreparada. Bombardeado por criticas e afins...perseguido por horários, despesas e rotinas chatinhas assim...estou a procura de uma caverna onde eu possa me esconder e conversar com as paredes, retornando para longe da chuva, pra longe do anoitecer. Estranho jeito de viver, estranho jeito de lutar. Tempos eternos como esses são dificeis de encarar, desligo as luzes do quarto, deito no colchão e quando o tempo passa e vejo que mundo não parou, está decretado que a guerra ainda não acabou. Lutando lentamente contra a passagem do tempo, vejo que chove um pouco a cada dia que passa, as botas estão enxargada e mover as pernas fica cada vez mais dificil.
Não há um lugar onde repousar. Tentar mudar já não faz parte dos meus planos, talvez quem sabe ainda dos meus sonhos. Mas quando começo a mergulhar no sonho, uma nova manhã sempre vem e a contagem louca acompanha o tão louco passar do tempo: Menos um dia...o tempo está acabando pra mim. Á noite, costumo sonhar com velhos amigos numa conversa informal, sentados a mesa, falando bobagens tão gostosas de compartilhar que eu posso jurar que enquanto durmo, estou sorrindo, mas de que adianta dormir sorrindo se na cama deito chorando?