Os carros se movimentam nas ruas,
o som de seus motores avançam para dentro dos meus ouvidos
E este se debate contra o silêncio que há la dentro
mostra a puta violência, a forçação e o estupro que a vida se tornou!
E é assim que se cria uma turbulencia insuportavelmente assustadora,
indescritivelmente atordoante, onde os passaros cantam baixo e a estrada é asfaltada demais.
Entre cidade e pecado, o corpo clama por água fresca e companhia, a alma sofre com tristeza e desvalia
A vida é um dilema de direções semelhantes num único mundo estranho.
No fim, vejo que tudo não passa de uma escolha que já está falida, num jogar de dados tendencioso, estou fadado a jogar um dado e encontrar em qualquer uma das seis faces, a palavra realidade.
Me enxergo insano, deitado numa cama, desesperado, pensando em uma nova forma de fugir e só após muito rolar na cama, encontro um meio de sair da estrada, a solução é o sono profundo
Quão mais distante estou da realidade, mais o meu coração desacelera e comemora em silêncio e calmaria. Meus sonhos estão aqui comigo, estou bem acompanhado, talvez eu não queira mais voltar.
O céu está caindo e eu começo a sentir a paz.
Tenho merecido descanso por um certo tempo. Mas então uma nova onda de sons invade o meu silencioso jardim
Agora, eu estou caindo num baque surdo e estou envolvido por vozes
Quando o som toca, desconfio que esse mundo de paz é uma mentira.
E é. Eu acabei de olhar no relógio, é hora de acordar, são 6 da manhã.
É como se eu tivesse jogado o dado e novamente eu tivesse pego a face tendensiosa da realidade, mais uma vez.
terça-feira, 16 de junho de 2009
quinta-feira, 7 de maio de 2009
A maior conquista que o ser humano é ter uma mão para a sua segurar. A vida é como um imenso piano que não dá pra tocar sozinho, o som só ecoa com toques multiplos, de muitos lados, só com outras mãos é possivel fazer barulho de verdade. Vejam as guerras, vejam os grandes lideres, vejam os astros, vejam quantas mãos estão envolvidas teclando e movendo-se a todo momento, vejam vocês mesmos. A maior conquista do homem está nas mãos que o salvam da queda ou que o guiam no meio baile, que colocam a aliança durante o casório e celam amor eterno. Na mão que recebe a fitinha no bercário, está assegurado que se tem uma mãe. È a mao que o protege do frio do inverno e é a mão de Deus que pousa em nossas cabeças em momento da oração, orquestrando nossas ações. São as mãos que colhem flores na primaveira em meio aos campos, são as mãos que produzem os versos mais simples repletos de emoção. Então, são as mãos que puxam para o abraço apertado, que tocam o coração pedindo conserto, que tocam a mente em busca do acerto. Elas clamam pelas palavras, empunham canetas, assinando cartas, petições, declarações, acordos, rompimentos, telas em grandes e pequenas galerias....o poder das mãos é tão forte que existe até em quem nem mãos para levantar tem. Num aperto de mãos, somos um, numa só direção.
A mão é a essecialmente especial quando aperta a outra na hora da morte e também na hora de acenar para um adeus. Mas nem por isso as mãos são todas iguais. A mão que manipula o amor e faz transformar numeros em sorte na loteria é uma, a mão que afortunadamente faz com um cafuné tudo ficar bem é outra. De tantas mãos que se misturam, o fato é que sem mãos somos todos invariavelmente cegos.
sábado, 11 de abril de 2009
Eu penso agora como será acordar amanhã. Basta deitar na cama e esperar o sono me dominar e simplesmente para um novo dia da cama levantar? E se amanhã o reverso não rimar com o verso, eu estarei de pé? Será que ao clarear do dia, percorrerei mesmo o caminho de todos os dias, ouvirei o mesmo compasso surdo da música que ressoa em minha mente? Pensar em coisas como essas é como pensar em andar por um campo de batalhas sem armas e sem armaduras, de peito aberto, mente insana e despreparada. Bombardeado por criticas e afins...perseguido por horários, despesas e rotinas chatinhas assim...estou a procura de uma caverna onde eu possa me esconder e conversar com as paredes, retornando para longe da chuva, pra longe do anoitecer. Estranho jeito de viver, estranho jeito de lutar. Tempos eternos como esses são dificeis de encarar, desligo as luzes do quarto, deito no colchão e quando o tempo passa e vejo que mundo não parou, está decretado que a guerra ainda não acabou. Lutando lentamente contra a passagem do tempo, vejo que chove um pouco a cada dia que passa, as botas estão enxargada e mover as pernas fica cada vez mais dificil.
Não há um lugar onde repousar. Tentar mudar já não faz parte dos meus planos, talvez quem sabe ainda dos meus sonhos. Mas quando começo a mergulhar no sonho, uma nova manhã sempre vem e a contagem louca acompanha o tão louco passar do tempo: Menos um dia...o tempo está acabando pra mim. Á noite, costumo sonhar com velhos amigos numa conversa informal, sentados a mesa, falando bobagens tão gostosas de compartilhar que eu posso jurar que enquanto durmo, estou sorrindo, mas de que adianta dormir sorrindo se na cama deito chorando?
sexta-feira, 6 de março de 2009
Vôo livre
Sejamos livres
Vamos abrir as nossas asas
Para voarmos como pássaros pelos campos a perder de vista
Assim, só assim, seremos plenamente felizes neste refugio
Primeiro, respire.
E veja que aqui podemos inspirar a liberdade
Depois, veja
por meio desse ruído primoroso de água descendo pelo riacho
e pelo o barulho das folhas em encontro com o vento que estamos íntimos da natureza
Entenda, por fim,
Que è estranho, mas fascinante, sentir que rapidamente o seu corpo vai mudando
e a sua alma aos poucos do frágil corpo está se libertando
Vamos correr, saltar, cair e levantar entre as árvores esguias
Sejamos a luz desse lugar onde podemos aproveitar a divina tranqüilidade
Numa tarde primaveril de plena serenidade
Vamos abrir os olhos e admirar tudo que a natureza pode nos dar
Nos mais belos rios de águas claras, vamos nadar
E juntos louvaremos a natureza em seus maiores encantos
Observando cada estrela no céu brilhar
Sentindo o ar puro e saudável exalar das flores
Sem nunca deixar a ternura desse momento se acabar
Ah, não vamos embora agora!
Os pingos de chuva sobre as faces estão pousando
Junto aos pássaros sigo cantando a mais esplendida canção
Voando sem medo, esquecendo os sentidos
Fazendo um último voo livre para o infinito
Para onde nós sejamos o rio, sejamos o céu, sejamos o mar,
Que sempre esperam por uma noite de céu estrelado
No fim, sobre as faces vão pousando lembranças
e o coral de pássaros segue a alma reavivando
Com seu canto de harmonia, força e poder...um espírito baila fora do corpo
saltando para fora das janelas e voando sem absolutamente nada temer
Quem sabe liberdade seja flutuar sobre as nuvens alvas
ou um brilho sereno da lua.
Quem sabe liberdade seja um rio, aliás um céu, quem sabe o mar...
Ou quem sabe um "simples" reflexo de um vão momento de felicidade.
===============================
Ficou apenas uma lição
A ser aprendida em Um ultimo capitulo do passeio pelos campos
Durante a madrugada canto uma triste canção
suspiro e sou levado a uma nova dimensão
Ah, essa saudade é pior que solidão...
Em meio ao silêncio das flores que insistem em não florescer
Ouço apenas um eco da minha própria voz falando do passado
Um dia eu quis alguém pra conversar
E hoje espero calmamnete o meu pranto silenciar
Tudo que eu queria era não mais refletir
Pra não mais tentar em palavras traduzir
as lagrimas que me transformam numa boba criança
Acredito que depois disso,
Não há mais gestos dos quais eu possa dispor
Restou apenas a longa estrada da noite
Onde o tempo passa e as embarcações não voltam ao cais
Onde o silêncio da espera é a a esperança comrrompida
Enfim, céus, por favor, tragam uma tempestade e exploda toda essa emoção
e entregarei a você minha carne e também o pulsar desse fraco coração
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Pra viver uma grande amizade
É preciso confiar
E juntos agir e pensar
É preciso ser verdadeiro
Como um fiel escudeiro
Não é necessário brigar
E sim boas emoções compartilhar
O valor de uma amizade
Está na convivência
E na certeza de que tudo não é apenas aparência
E sim um sentimento que cresce a cada segundo
Um coração congela de medo
Só de pensar em perder uma amizade tão cedo
A amizade é presente e futuro
Um sentimento puro
Como a esperança de uma luz que se acende num quarto escuro
Meus olhos vagaram soltos pelos cômodos, procurava por recordações que não encontraria tão fácil. Muitas delas estavam guardadas tão secretamente que era difícil até saber por onde começar a procurar...
Vasculhei velhas cartas, caixas lacradas pelo tempo, antigas fotografias e até mesmo um aroma que me fosse familiar.
Estava difícil descobrir o motivo daquela ausência de recordações tocantes até que meus olhos encontraram uma caixinha de bailarina. O mundo parou naquele exato instante, lembranças jorraram como fonte de água cristalina e então instaneamente chorei... Trêmula, dirigi-me até a pequenina caixinha e com os dedos ainda vacilantes dei corda naquela caixinha tão delicada! E antes mesmo da música tocar, minha mente lembrou-se da primeira nota! Percebi então que sentia falta de algo que já nem lembrava mais... De um rosto que já não tocava mais a minha mente. Eu havia esquecido o meu primeiro presente de um menino... Como eu esqueci o rosto de Jorginho? Ah... Amamos-nos tão intensamente... Secretamente trocamos tantas cartinhas quando jovens... Vivíamos um amor intenso, ingênuo, é verdade, mas nunca, nunca banal. Realmente, aquela caixinha era especial...
Foi o presente mais doce que Jorginho poderia ter dado a alguém!Éramos especiais, vivíamos tudo como se o amanhã não fosse chegar! Cada toque, cada palavra era tão cuidadosamente ensaiada que ás vezes nos fazia rir. Ficávamos cabulados pelo simples toque de nossas mãos...
Arrepiei só de lembrar... Realmente, algo peculiar para se encontrar assim... Acho que um esboço do rosto do Jorginho estava começando a se formar na minha mente... E quando eu estava entretida em meus pensamentos, alguém entrou no quarto, sorrateiramente... De sobressalto, levantei. Era meu esposo! Ah! E o rosto de Jorginho voou solto pelo ar! O susto quase me fez esquecer! Mas com o esforço das minhas lembranças eu vi... Vi o rosto de Jorginho! E sorri! Não me importei com as indagações daquele homem diante de mim que agora me parecia tão estranho, ele gesticulava, cutucava, mas eu... Eu estava num outro plano, era eu e o Jorginho, num outro mundo, sem crises conjugais, ciúmes, tapas no rosto ou qualquer trauma. No meu devaneio, nos beijamos docemente, sem frieza, apenas com amor. Porém, a realidade bateu a minha porta e voltei a ver o semblante enfurecido do meu marido... Olhando pra mim como se eu fosse uma criminosa!
Foi o que me bastou pra eu dizer chega!Durante tantos anos eu havia me esquecido de que já havia sido amada, valorizada. De que já me trataram como mulher!Sim. Eu era uma mulher!Uma mulher forte e deixei que a vida mudasse meu jeito decidido de ser! Foi aí que percebi que ausência era essa que sentia e não sabia explicar!Eu sentia falta de cumplicidade, afinação com alguém. Sentia verdadeiramente falta de dialogar abertamente sem amarras, sem temores. Levantei da cama e desferi um tapa, não na face, mas na cara daquele safado que me fizera sofrer por tanto tempo. Bati a porta com toda a força do mundo e desci as escadas, decidida a reencontrar-me! Procurar a mim mesma no canto do passado onde fui esquecida! Onde eu mesma me deixei. E quando encontrasse, eu traria cor novamente aos meus dias que, até então, haviam sido negros, sem vida. Mas a caixinha abriria as cortinas do futuro e assim novos horizontes se abririam pra mim. Acreditava e acredito nisso enquanto conto essa história. Hoje, faz dois anos que eu renasci. Renasci para o mundo e principalmente renasci para o amor!Sim. Hoje posso dizer que sei o que significa o amor! Posso soletrar cada letra sem sentir dor ou dúvida!E Jorginho? Ah Jorginho...foi tão importante te reencontrar...No fundo, eu sabia que o tempo não poderia apagar um sentimento tão forte.
Estava tão escuro e frio naquela noite que se os ossos tremiam e me deixavam sem reação. Pela hora, já não passavam carros por dentro do túnel, eu estava sozinho, eu era apenas um mendigo sozinho no esmo. Durante o dia, eram os carros que passavam com velocidades incrivelmente altas e me deixavam confuso com tantos zum zum zuns. A noite, era a volta das sombras que me fazia sentir falta dos carros, estranho esse ciclo né?
Escuridão e Frio. Nesse lugar o corpo dói e tudo provoca calafrios. Caminho pelo asfalto em busca de um lugar iluminado que por mais que procure sou incapaz de chegar. O chão é acinzentado. Não ouço nem mesmo a voz dos guardas vigiando esse lugar. A insônia afoga os meus sonhos. O meu coração está descompassado, batendo ao ritmo próprio desse lugar. Tum.....tum..........tum. Ando um pouco mais, tentando mais uma vez chegar até a luz. Como uma estrela no céu eu avisto a centelha distante. Piso numa flor, me abaixo para pegá-la, mas os postes se apagaram...Escuridão e Frio, de novo. No fim das contas, parecia não haver cura para a doença do silêncio solitário que eu contrai vivendo pelos túneis da cidade. Agarrei-me as canções de clamor a Deus que minha avó me ensinou quando criança para quem sabe assim sentir a minha fé de volta. A noite pairava cada vez mais ameaçadora...A canção que eu cantava já parecia ecoar dentro de mim... minha voz já não saía mais, enquanto o tempo passava, eu perguntava aos céus se haveria redenção para os imundos miseráveis que dormiam em baixo de pontes, dentro de túneis, perdidos em si mesmos. Silêncio e gotas de chuva como resposta. Foi quando um um farol brilhante iluminou a noite. Assustado, me afastei, corri para fora do túnel, mas o meu algoz foi infitamente mais rápido e me alcançou, caí no chão e senti meu corpo impedido de fugir, e então, na chuva, ele me deu água para beber, a saliva quase gotejando da minha boca me impediu de recusar...Mais perto de mim, quase como uma flecha acertando um alvo, bem perto de mim, ele chegou e disse enfim:
- Bem-vindo a casa que você me concedeu, agora que você saiu do túnel, é hora de eeu me apresentar: Fernando, eu sou o filho de Deus.
Escuridão e Frio. Nesse lugar o corpo dói e tudo provoca calafrios. Caminho pelo asfalto em busca de um lugar iluminado que por mais que procure sou incapaz de chegar. O chão é acinzentado. Não ouço nem mesmo a voz dos guardas vigiando esse lugar. A insônia afoga os meus sonhos. O meu coração está descompassado, batendo ao ritmo próprio desse lugar. Tum.....tum..........tum. Ando um pouco mais, tentando mais uma vez chegar até a luz. Como uma estrela no céu eu avisto a centelha distante. Piso numa flor, me abaixo para pegá-la, mas os postes se apagaram...Escuridão e Frio, de novo. No fim das contas, parecia não haver cura para a doença do silêncio solitário que eu contrai vivendo pelos túneis da cidade. Agarrei-me as canções de clamor a Deus que minha avó me ensinou quando criança para quem sabe assim sentir a minha fé de volta. A noite pairava cada vez mais ameaçadora...A canção que eu cantava já parecia ecoar dentro de mim... minha voz já não saía mais, enquanto o tempo passava, eu perguntava aos céus se haveria redenção para os imundos miseráveis que dormiam em baixo de pontes, dentro de túneis, perdidos em si mesmos. Silêncio e gotas de chuva como resposta. Foi quando um um farol brilhante iluminou a noite. Assustado, me afastei, corri para fora do túnel, mas o meu algoz foi infitamente mais rápido e me alcançou, caí no chão e senti meu corpo impedido de fugir, e então, na chuva, ele me deu água para beber, a saliva quase gotejando da minha boca me impediu de recusar...Mais perto de mim, quase como uma flecha acertando um alvo, bem perto de mim, ele chegou e disse enfim:
- Bem-vindo a casa que você me concedeu, agora que você saiu do túnel, é hora de eeu me apresentar: Fernando, eu sou o filho de Deus.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
- Mãe...
- Sim, filhinha. Estou aqui na cozinha...
- De onde vêm os bebês?
Pernas trêmulas...Vertigem, medo!
- Oi, filhinha? Você não tinha um dever pra fazer não? Por que você não deixa essa pergunta pro seu pai?
- É do meu dever mesmo, mãe. A pró mandou de tarefinha procurar de onde vem os bebês. E diz aqui que tem que perguntar pra mamãe, Vê aqui ó!
- Desgraçada! Eu vou matar essa mulher, quem ela pensa que é? Isso é idade pra passar esse dever?
- O que foi mamãe? Por que a senhora ta chateada com a minha pró?
- Oh! Não é nada, meu bemzinho...está tudo bem!
- Diz mamãe! De onde vêm os bebês? Vocês baixam pela internet? Vocês pedem pelo sedex? Como é?
- Calma! Devagar com a mamãe...eu tô pensando...to tentando me lembrar!
- Mentira sua, mamãe! Num quer me contar...Vou perguntar pra titia Larissa!
- Não filha! - brandou a mãe ao lembrar o quão esclarecida era titia Larissa em matéria de bebês, mãe de três filhos aos 19 anos, 21 e 23 anos, certamente não sairia boa coisa desse mato - eu te explico, senta aí!
- Pode falar mamãe...estou ouvindo.
- Bom....eu e seu pai....esperamos.......uma cegonha vir trazer você! Foi isso...
- Não, mamãe. Não me enrole, a pró me alertou que a senhora ia começar falando de uma cegonha...isso é mentira.
- Mas que mulher filha da...
- Vamos direto ao assunto: Quantas vezes você e o papai praticaram sexo até a senhora engravidar? Que posição foi? Foram tantas vezes assim?
- Filha...que modos são esses? Não estou entendendo...
- Bora, chega de ser a criancinha bobinha, solta o verbo aí, coroa!
- "Solta o verbo, coroa?" Filha, quem ensinou você a falar assim?
- Perdeu, perdeu...ou você conta agora ou vai começar a gritar aqui. A coisa vai ficar feia pro seu lado!
- Filha, você comeu algo estragado, meu bemzinho?
- Os vizinhos vão ouvir e vai ser pior, você sabe que a vizinha do 402 é promotora de justiça, maus tratos dá cadeia, tá ligada?
- Veja como fala comigo, mocinha!
- Veja como fala comigo uma pinóia! Te dou 10 segundos, vou gritar aqui e barbarizar nessa...
- FILHA! O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI?
- AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH
A mamãe acordou assustada. Enfim, era tudo um sonho, um pesadelo. Sua pequena Alice ainda estava na barriga esperando alguns meses para nascer, mas aquela pergunta lhe dava calafrios desde já...
E aí? De onde vêm os bebês?
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
- Amor, eu preciso que você troque aquela lâmpada...- Estou saindo agora. Depois.
- Vai aonde? Posso saber?
- Eu...eu...vou...
- Você vai pra lá de novo, não é? Não precisa perder seu tempo e mentir pra mim...
- Não faz assim. Você sabe que é uma situação delicada.
- Delicada? Ridicula é a situação. Ridiculo é você. Isso sim...Safado, imbecil!
- Não faz assim...Tem paciência comigo. Entende o meu lado...
- Não vou entender nada! Você é ridiculo, sem noção, idiota!
- Ridiculo, eu? Você faz suas perguntas e eu sou o ridiculo?
- É sim. Ridiculo. Insensivel!
- Já chega. Eu preciso ir. Ela está me esperando e você sabe que eu não posso deixá-la na mão
- Eu te odeio, Josh!
- Você me ataca mas esquece que não é tão boa quanto ela!
- Eu o quê??????
- Isso mesmo. Você não é uma boa mulher pra mim, Sarah.
Logo ele se arrependeu
- Desculpe..eu..eu...
- Chega, Josh. É o fim!! Acabou para nós.
- Meu bem, veja bem, um dia seremos felizes completamente. Só depende de você. O fato é que hoje ela pode me dar o que você não pode...é simples. Não vamos brigar por isso. Eu te amo, você me ama. Não vamos nos separar por besteiras...
- Não importa, Josh. Não há o que eu faça. Acho que não depende de mim...Você está enfeitiçado por aquela mulher, desde sempre!
- Você não se esforça de verdade. Não me deixa empolgado, quente, ancioso...É isso. Preciso ir.
- Não..por favor...traga ela aqui..ficaremos nós três.
- O quê??? Nem pensar. Sem chance
- Traga. Eu deixo. Faremos algo juntos.
- Não permitirei isso..
- Nós duas ja tivemos juntas se você quer saber...
- Hã? - pensou um pouco - Não..nao quero saber. Não me interessa. Aliás, isso é até bom!Quem sabe você não aprende algo com ela? Agora preciso ir. Sozinho...
- Se você for, não precisa voltar...
- Não me faça escolher. Eu estou precisando disso agora!
- Oh Josh, eu te amo tanto! - dizia a mulher, quase implorando...
- Eu te amo também...
- Então, querido..não vá...
- Eu preciso!
Entre gritos, Josh saiu de casa. Sarah estava enlouquecida de ódio e brandava a plenos pulmões na janela:
- Eu ainda vou aprender a cozinhar, Josh. E você vai largar sua mãe e aquele tempero de carne chocho de uma vez por todas... Você ainda vai voltar pra mim, Josh. Eu juro que vai!! A minha salada de tomate vai te trazer de volta e quando você voltar eu que vou te chutar. Grosso! Insensivel!
Diálogos amorosos formando um texto...
- Ai. Que delicia! - Edu falava no ouvido de Marcela.
- Ui..vai...aí mesmo! - clamava Marcela, despindo-se de todos os pudores...
- Você é demais!Gostosa...
- Não! Gostosa, não! Fale no meu ouvido que você está sentindo o amor dos nossos corpos se manifestar, vai, mostra pra mim que o amor das almas se perpertuará sob os lençois suados e coberto do nosso frevor...
- Eu te quero inteira, você é minha! Esquece essa filosofia, vai. Sente só a virilidade dos nossos corpos se unindo...firmes, safados.
- Sente você o meu beijo, o primeiro roçar dos lábios meus nos seus...Desperta a frequência única de nós dois implorando amor e nada mais...
- Estou sentindo o desejo da carne. Vem, vem pra mais pra mim. Toma isso vai...sua...
- Ui!
- Vamos...de novo, te quero todinha!
- Estou completa. Nossos sexos embalados por essa frenética canção de amor..huuum... demonstra a força dos amantes, vai, mostra a força destes que se amam verdadeiramente, ferozes, urgentes. Tudo isso é amor...vem, me dar amor...
- Esqueça o amor. Estou chegando lá, sente o meu prazer. Uii...que delicia! Vem aqui...Quero você!! Vem...
- Não, amor...
- Não, tesão...
- Devagar...
- Não, não resista, feche os olhos...tá sentindo isso?
- Eu te amo...
- Eu te quero...
Som e fúria emanando dos eternos amantes, cada um a seu modo. E quanto mais intensa fica a música, mais distorcida ficam as cores, elas se unem, formando uma imensa luz branca infinita, explosão de desejo e amor, por um breve instante, os interesses se resumem a um só: o outro. É no momento extremo que todos ficam felizes e satisfeitos.
Mas tudo não passa de um segundo...
- Que clichê fumar depois! - começou Edu.
- Você acha? - perguntou Marcela, atenta.
- É. Acho. Um pouco...
- Você acha clichê? Mas por que isso?
- É tudo muito certinho.
- Certinho?
- É. Você não tem inovação na cama, querida.
- O quê? Eu estava falando do cigarro.
- Ahh... - respondeu um Edu desintendido
- Mas é isso que você pensa de mim, na cama? - Marcela estava preocupada
- Em parte.
- Eu já fiz de tudo com você. Dei a você a chave dos meus maiores pudores...como pode?
- Eu sei, mas é que...
- Fala logo!
- Sabe, era tudo ótimo quando estávamos no auge, não sei o que nos falta agora... Sinceramente...preciso dizer que antes eu esperava por você toda noite, completamente louco.
- E hoje?
- Hoje, nem tanto...
- Não é culpa minha. Você não me pega como antes, hoje parece um coelho. Mete, mete e depois desmaia molengo. Você não sente mais a força do nosso amor...
- A responsabilidade é minha agora por você ser fria?
- Fria? Sou quente, maravilhosa, uma leoa. Você que não sabe como tratar uma mulher. Você não sabe dar amor!
- Você nunca me tratou como devia...O homem precisa de uma mulher que queira sexo! Para um pouquinho com esse negocio de amor. Eu te dou amor durante o dia, a noite eu quero é sexo, muito sexo!
- Sou capaz de ir embora se você falar isso de novo. Eu não entendo um homem como você!
- Você não é doida de falar ir embora; Você é minha!
- Sua? Que nojo eu tenho desse discurso machista. É por essas e o outras que estamos frios. Frios não, gelados!
- Eu sempre compareço, compareço firme. Sempre! O problema é todo seu...
- Estou pouco me lixando pra sua firmeza...Você só sabe me atacar feito um bandido querendo uma carteira...
- Todo homem tem fome de sexo. Não é novidade pra você!
- Quer saber? Você está mais é pra minha melhor amiga do que pra um homem viril e amante vigoroso do passado. Que basta ser firme se você não faz nada de novo? As minhas amigas inovam mais nos conselhos do que você inova na cama! Só faz comparecer. Se eu fosse um homem, você ia ver como eu daria prazer...muito melhor que você.
- Se eu fosse uma mulher ia ser muito mais fácil. Você dá umas gemidinhas e só.
- Que nojo! Vou embora agora!
- Antes de ir embora, vou te mostrar o que eu posso fazer...vem aqui...
- Não..eu não quero mais..
- Vem logo cá... Vem! Tô doidinho com esse seu nervosinho. Será que agora você vai me dar o que eu quero? Hein, amorzinho?
- Ai Rick, devagar...ui..
3 horas depois...
- Acho que não vou mais embora. - declarou Marcela.
- Hum...
- É que preciso confessar que depois dessa transa estou quase convencida de que você vai melhorar...você vai né? Você precisa ser carinhoso, sabe? Entre nós já há uma incompatibilidade por conta dos signos, meu ascendente é em aquario, mas aquarianos da primeira quinzena, você é do dia 16, então a astrologia diz que precisamos ter calma no relacionamento, precisamos dialogar mais na cama pra corrigir o pequeno problema com a data e também com as luas de jupiter que distanciam os nossos objetivos em comum. O amor está previsto nos astros. Não é incrivel?
- Hã? O quê?
- Você não ouviu nada do que eu disse?
- Ham...não! Me diz uma coisa amor: Foi bom pra você?
- GRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR. ADEUS! VOU EMBORA AGORA E NÃO VOLTO NUNCA MAIS!
- Mas o que foi que eu fiz agora?!?
Homens e mulheres, eternos dilemas, eternos amores.
Para aqueles que ficaram curiosos para o diálogo de amanhã, começa assim:
- Amor, eu bebi demais ontem. Me perdoa...
- Não faz assim. Não fala assim, gatinha
- Não me chama de gatinha e eu falo como eu quiser!
...
Mais um palhaço andava pelas ruas. Entre pessoas desatentas e olhares frios, na esperança de ganhar uma moeda qualquer, o palhaço pintou o rosto pela milésima e quarta vez e preparou-se para a labuta...
- Você é um perdedor - dizia o velho palhaço enquanto via projetada sua imagem no espelho.
Depois que a pessoa em quem mais confiava o deixou pra trás, ele se via desolado diariamente frente a sua imagem. Ele ainda hoje pensava sobre onde o destino de Elouise, sua ex-mulher, com quem ficou casado por pequenissimos e breves seis meses.
É, não foi lá muito tempo, mas eles se apaixonaram de verdade, pelo menos era nessa idéia que o palhaço se agarrava para conseguir dormir a noite. Depois que Elouise foi embora, tudo ficou tão diferente...Quando ele mais precisava de alguém era Elouise que sempre estava lá, sem se importar com o fato de ser um homem manco de uma perna e ser o palhaço mais feio que esse mundo já vira. E agora, sem ela, o que fazer?
Já no meio da rua, em direção a uma outra rua qualquer, ele pensava cabisbaixo no adeus triste da sua amada. O adeus de Elouise significava uma parte de si indo embora por uma porta, para sempre. Lembrava-se como se fosse hoje:
- Eu...Eu preciso te dizer que...não dá mais! Eu estou te deixando...
- Você está querendo desistir de nós?
- Eu tenho uma vida pra viver...e não tá dando certo entre nós. - Ellouise resmungava com olhos baixos...
- Não! Você não está falando sério! Diz que não está!! Está? - o palhaço choramingava entre lágrimas....
- Mas Elouise, eu te amo. Você não pode ir embora assim...podemos ser felizes juntos!!! Fique, por favor...eu faço tudo que você quiser, mas fique!
- Você não pode me proporcionar o que eu preciso agora. Eu sei que você vai me entender...por favor, não faça disso algo ainda mais complicado e dificil...
- Elouise...por favor..não vá...eu imploro...
- A felicidade está muito além de mim e de você, meu palhacinho! Eu gosto de você, mas preciso ir. Adeus...
Silêncio. Solidão. Tudo ficou levemente escurecido. O sol estava morrendo no horizonte e a paz, a cada minuto, mais distante ficava...O caminho da verdade se desfez diante do olhar triste de sua amada atravessando aquela porta...não havia água capaz de matar sua sede de amor, não havia luz capaz de iluminar seus dias, não havia nada e nem ninguém para salvar seu coração da mazela de um amor perdido.
E depois daquele dia, o "palhacinho" foi ficando velho, andando pelas ruas como se o mundo fosse apenas um deserto de areia, dificil de percorrer, tragando o viajante aos poucos. Depois daquele dia, assim como na foto, o "palhacinho sem nome" nunca mais voltou a sorrir para a vida.
- Você é um perdedor - dizia o velho palhaço enquanto via projetada sua imagem no espelho.
Depois que a pessoa em quem mais confiava o deixou pra trás, ele se via desolado diariamente frente a sua imagem. Ele ainda hoje pensava sobre onde o destino de Elouise, sua ex-mulher, com quem ficou casado por pequenissimos e breves seis meses.
É, não foi lá muito tempo, mas eles se apaixonaram de verdade, pelo menos era nessa idéia que o palhaço se agarrava para conseguir dormir a noite. Depois que Elouise foi embora, tudo ficou tão diferente...Quando ele mais precisava de alguém era Elouise que sempre estava lá, sem se importar com o fato de ser um homem manco de uma perna e ser o palhaço mais feio que esse mundo já vira. E agora, sem ela, o que fazer?
Já no meio da rua, em direção a uma outra rua qualquer, ele pensava cabisbaixo no adeus triste da sua amada. O adeus de Elouise significava uma parte de si indo embora por uma porta, para sempre. Lembrava-se como se fosse hoje:
- Eu...Eu preciso te dizer que...não dá mais! Eu estou te deixando...
- Você está querendo desistir de nós?
- Eu tenho uma vida pra viver...e não tá dando certo entre nós. - Ellouise resmungava com olhos baixos...
- Não! Você não está falando sério! Diz que não está!! Está? - o palhaço choramingava entre lágrimas....
- Mas Elouise, eu te amo. Você não pode ir embora assim...podemos ser felizes juntos!!! Fique, por favor...eu faço tudo que você quiser, mas fique!
- Você não pode me proporcionar o que eu preciso agora. Eu sei que você vai me entender...por favor, não faça disso algo ainda mais complicado e dificil...
- Elouise...por favor..não vá...eu imploro...
- A felicidade está muito além de mim e de você, meu palhacinho! Eu gosto de você, mas preciso ir. Adeus...
Silêncio. Solidão. Tudo ficou levemente escurecido. O sol estava morrendo no horizonte e a paz, a cada minuto, mais distante ficava...O caminho da verdade se desfez diante do olhar triste de sua amada atravessando aquela porta...não havia água capaz de matar sua sede de amor, não havia luz capaz de iluminar seus dias, não havia nada e nem ninguém para salvar seu coração da mazela de um amor perdido.
E depois daquele dia, o "palhacinho" foi ficando velho, andando pelas ruas como se o mundo fosse apenas um deserto de areia, dificil de percorrer, tragando o viajante aos poucos. Depois daquele dia, assim como na foto, o "palhacinho sem nome" nunca mais voltou a sorrir para a vida.
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