Os carros se movimentam nas ruas,
o som de seus motores avançam para dentro dos meus ouvidos
E este se debate contra o silêncio que há la dentro
mostra a puta violência, a forçação e o estupro que a vida se tornou!
E é assim que se cria uma turbulencia insuportavelmente assustadora,
indescritivelmente atordoante, onde os passaros cantam baixo e a estrada é asfaltada demais.
Entre cidade e pecado, o corpo clama por água fresca e companhia, a alma sofre com tristeza e desvalia
A vida é um dilema de direções semelhantes num único mundo estranho.
No fim, vejo que tudo não passa de uma escolha que já está falida, num jogar de dados tendencioso, estou fadado a jogar um dado e encontrar em qualquer uma das seis faces, a palavra realidade.
Me enxergo insano, deitado numa cama, desesperado, pensando em uma nova forma de fugir e só após muito rolar na cama, encontro um meio de sair da estrada, a solução é o sono profundo
Quão mais distante estou da realidade, mais o meu coração desacelera e comemora em silêncio e calmaria. Meus sonhos estão aqui comigo, estou bem acompanhado, talvez eu não queira mais voltar.
O céu está caindo e eu começo a sentir a paz.
Tenho merecido descanso por um certo tempo. Mas então uma nova onda de sons invade o meu silencioso jardim
Agora, eu estou caindo num baque surdo e estou envolvido por vozes
Quando o som toca, desconfio que esse mundo de paz é uma mentira.
E é. Eu acabei de olhar no relógio, é hora de acordar, são 6 da manhã.
É como se eu tivesse jogado o dado e novamente eu tivesse pego a face tendensiosa da realidade, mais uma vez.
terça-feira, 16 de junho de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário