Mais um palhaço andava pelas ruas. Entre pessoas desatentas e olhares frios, na esperança de ganhar uma moeda qualquer, o palhaço pintou o rosto pela milésima e quarta vez e preparou-se para a labuta...
- Você é um perdedor - dizia o velho palhaço enquanto via projetada sua imagem no espelho.
Depois que a pessoa em quem mais confiava o deixou pra trás, ele se via desolado diariamente frente a sua imagem. Ele ainda hoje pensava sobre onde o destino de Elouise, sua ex-mulher, com quem ficou casado por pequenissimos e breves seis meses.
É, não foi lá muito tempo, mas eles se apaixonaram de verdade, pelo menos era nessa idéia que o palhaço se agarrava para conseguir dormir a noite. Depois que Elouise foi embora, tudo ficou tão diferente...Quando ele mais precisava de alguém era Elouise que sempre estava lá, sem se importar com o fato de ser um homem manco de uma perna e ser o palhaço mais feio que esse mundo já vira. E agora, sem ela, o que fazer?
Já no meio da rua, em direção a uma outra rua qualquer, ele pensava cabisbaixo no adeus triste da sua amada. O adeus de Elouise significava uma parte de si indo embora por uma porta, para sempre. Lembrava-se como se fosse hoje:
- Eu...Eu preciso te dizer que...não dá mais! Eu estou te deixando...
- Você está querendo desistir de nós?
- Eu tenho uma vida pra viver...e não tá dando certo entre nós. - Ellouise resmungava com olhos baixos...
- Não! Você não está falando sério! Diz que não está!! Está? - o palhaço choramingava entre lágrimas....
- Mas Elouise, eu te amo. Você não pode ir embora assim...podemos ser felizes juntos!!! Fique, por favor...eu faço tudo que você quiser, mas fique!
- Você não pode me proporcionar o que eu preciso agora. Eu sei que você vai me entender...por favor, não faça disso algo ainda mais complicado e dificil...
- Elouise...por favor..não vá...eu imploro...
- A felicidade está muito além de mim e de você, meu palhacinho! Eu gosto de você, mas preciso ir. Adeus...
Silêncio. Solidão. Tudo ficou levemente escurecido. O sol estava morrendo no horizonte e a paz, a cada minuto, mais distante ficava...O caminho da verdade se desfez diante do olhar triste de sua amada atravessando aquela porta...não havia água capaz de matar sua sede de amor, não havia luz capaz de iluminar seus dias, não havia nada e nem ninguém para salvar seu coração da mazela de um amor perdido.
E depois daquele dia, o "palhacinho" foi ficando velho, andando pelas ruas como se o mundo fosse apenas um deserto de areia, dificil de percorrer, tragando o viajante aos poucos. Depois daquele dia, assim como na foto, o "palhacinho sem nome" nunca mais voltou a sorrir para a vida.
- Você é um perdedor - dizia o velho palhaço enquanto via projetada sua imagem no espelho.
Depois que a pessoa em quem mais confiava o deixou pra trás, ele se via desolado diariamente frente a sua imagem. Ele ainda hoje pensava sobre onde o destino de Elouise, sua ex-mulher, com quem ficou casado por pequenissimos e breves seis meses.
É, não foi lá muito tempo, mas eles se apaixonaram de verdade, pelo menos era nessa idéia que o palhaço se agarrava para conseguir dormir a noite. Depois que Elouise foi embora, tudo ficou tão diferente...Quando ele mais precisava de alguém era Elouise que sempre estava lá, sem se importar com o fato de ser um homem manco de uma perna e ser o palhaço mais feio que esse mundo já vira. E agora, sem ela, o que fazer?
Já no meio da rua, em direção a uma outra rua qualquer, ele pensava cabisbaixo no adeus triste da sua amada. O adeus de Elouise significava uma parte de si indo embora por uma porta, para sempre. Lembrava-se como se fosse hoje:
- Eu...Eu preciso te dizer que...não dá mais! Eu estou te deixando...
- Você está querendo desistir de nós?
- Eu tenho uma vida pra viver...e não tá dando certo entre nós. - Ellouise resmungava com olhos baixos...
- Não! Você não está falando sério! Diz que não está!! Está? - o palhaço choramingava entre lágrimas....
- Mas Elouise, eu te amo. Você não pode ir embora assim...podemos ser felizes juntos!!! Fique, por favor...eu faço tudo que você quiser, mas fique!
- Você não pode me proporcionar o que eu preciso agora. Eu sei que você vai me entender...por favor, não faça disso algo ainda mais complicado e dificil...
- Elouise...por favor..não vá...eu imploro...
- A felicidade está muito além de mim e de você, meu palhacinho! Eu gosto de você, mas preciso ir. Adeus...
Silêncio. Solidão. Tudo ficou levemente escurecido. O sol estava morrendo no horizonte e a paz, a cada minuto, mais distante ficava...O caminho da verdade se desfez diante do olhar triste de sua amada atravessando aquela porta...não havia água capaz de matar sua sede de amor, não havia luz capaz de iluminar seus dias, não havia nada e nem ninguém para salvar seu coração da mazela de um amor perdido.
E depois daquele dia, o "palhacinho" foi ficando velho, andando pelas ruas como se o mundo fosse apenas um deserto de areia, dificil de percorrer, tragando o viajante aos poucos. Depois daquele dia, assim como na foto, o "palhacinho sem nome" nunca mais voltou a sorrir para a vida.
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