sábado, 6 de setembro de 2008

Conduzindo

Conduzir é um ato de promover escolhas. Eu conduzo minha vida como se integrasse umaa banda, acompanhando o ritmo que os destinos determinam, administrando a canção e ouvindo a inspiração de Deus para compor a letra, dtando a melodia está o bom senso. Tento manter a afinação e com o máximo de sensibilidade e técnica, vou cantando mesmo sabendo que os últimos acordes podem estar no próximo minuto. Conduzo minha vida como se ela fosse um intertexto eterno. Posso estar de bermuda ou calça social, mas estou sempre acrescentando novas linhas a essa música, essa grande poesia. Essa é minha vida, perfeitamente transformavel em filme, em desenho, em argumento. Estou buscando entender o mundo á minha volta, desde as palavras até o modo particularmente encantador como cada pessoa conduz a sua vida, vou compreendendo o funcionamento de tudo que se apresenta a minha frente. Estou descobrindo aos poucos como adquirir novos conhecimentos, construindo um pouco mais de mim, mesmo entre empecilhos e estações secas ou muito chuvosas. Desde o riso até o choro, do choro até o pranto, do pranto até a luz, conduzo minha vida mesmo não sabendo onde a estrada vai levar. Assim, em última análise, sou também um cara comum, com uma boa família, alguns bons amigos. No final da história, acho que conduzo minha vida como estivesse num carro, afinal a vida é um estágio passageiro, a morte é uma parada certa e as curvas são as escolhas que as possibilidades nos conferem. Enquanto uns estão conduzindo o automóvel no sinal vermelho, outros estão apenas acelerando no sinal verde. Eu? Fico com o amarelo.

Nenhum comentário: